O CDS (credit default swap) de 5 anos do Brasil, instrumento financeiro usado como proteção contra um eventual calote da dívida, subiu de 120,21 pontos na 6ª feira (23.out.2026) para 143,87 pontos nesta 2ª feira (26.out). É o maior patamar desde março de 2026.
A alta reflete a reavaliação dos riscos associados aos ativos brasileiros depois da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais. O movimento indica maior cautela dos investidores em relação às perspectivas para a economia e à condução da política econômica do governo. O mercado esperava que, se Flávio Bolsonaro (PL) vencesse, teria uma gestão menos expansionista.
Outros indicadores do mercado financeiro também registraram fortes oscilações na sessão. O Ibovespa recuou mais de 13%, enquanto o dólar avançou mais de 8%, superando R$ 5,40. Os juros futuros avançam mais de 260 pontos-base no médio e longo prazo.
O QUE É CDS?
O CDS é um contrato que funciona como uma espécie de seguro contra o calote de um país ou empresa. O comprador paga um prêmio para se proteger contra o não pagamento de uma dívida. Em caso de inadimplência, o contrato estima uma compensação conforme suas condições.
A pontuação exprime o custo dessa proteção. Um CDS mais alto indica que o mercado exige um prêmio maior para assumir o risco de crédito do emissor.
