A Raízen atualizou o cronograma e as condições do aumento de capital privado, que poderá movimentar até R$ 39,8 bilhões. Segundo comunicado divulgado na CVM (Comissão de Valos Mobiliários) nesta segunda-feira (26), a operação prevê uma captação mínima de R$ 3,5 bilhões e máxima de R$ 39,796 bilhões, com emissão de novas ações ordinárias, preferenciais classe B e units.
A operação está vinculada ao plano de recuperação extrajudicial da companhia e de determinadas controladas, datado de 5 de junho de 2026 e homologado judicialmente. A proposta ainda depende da aprovação dos acionistas em AGE (Assembleia Geral Extraordinária) e Assembleia Especial, convocadas para 30 de outubro, além de deliberação do Conselho de Administração prevista para 6 de novembro.
O aumento de capital poderá envolver a emissão de até 159,2 bilhões de novos valores mobiliários. A companhia admite a homologação parcial da operação, desde que seja respeitada a subscrição mínima de 14 bilhões de ações.
A operação será dividida em três emissões simultâneas, sendo que as novas ações ordinárias terão preço de R$ 0,25 por unidade, mesmo valor estabelecido para as ações preferenciais classe B. Já as units, compostas por uma ação ordinária e uma ação preferencial classe A, serão oferecidas a R$ 0,50 cada.
Os acionistas poderão exercer o direito de preferência para subscrever os três tipos de valores mobiliários, de forma isolada ou combinada, respeitados os limites individuais estabelecidos pela companhia.
