A eleição presidencial de 2026 foi decidida por uma diferença nacional de 4.430.191 votos, mas o equilíbrio entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) variou bastante de uma unidade da Federação para outra. Minas Gerais se destacou pela mudança de liderança entre os turnos e por um placar apertado na etapa final.
Com 100% das urnas mineiras apuradas, Lula recebeu 6.351.099 votos, ou 50,43% dos válidos. Flávio teve 6.241.786, equivalentes a 49,57%. A distância entre ambos foi de 109.313 votos, ou 0,86 ponto percentual. No primeiro turno, o senador havia vencido o estado com vantagem de 588.612 votos.
Minas Gerais mudou de vencedor
Lula acrescentou 1.162.163 votos em Minas entre os turnos, enquanto Flávio cresceu 464.238. Foi a única UF em que o candidato mais votado na primeira etapa não permaneceu na liderança no dia 25 de outubro. O resultado preservou a sequência histórica observada desde 1989: o vencedor da eleição presidencial também venceu em Minas.
No Rio de Janeiro, a diferença foi maior. Flávio recebeu 5.169.033 votos (53,10%) e Lula, 4.565.393 (46,90%), vantagem de 603.640 votos e 6,20 pontos percentuais para o senador. No país, o placar foi de 51,79% a 48,21% para Lula, distância de 3,58 pontos.
O tamanho do estado não determina o equilíbrio
É importante separar duas medidas: a diferença percentual, que mostra quão disputada foi a eleição dentro do eleitorado local, e a diferença absoluta, que depende também do número de votos válidos.
