O Ibovespa registrou nesta segunda-feira, 26, a maior queda desde março de 2020, período marcado pelo início da pandemia de covid-19. O principal índice da Bolsa brasileira recuou 13,43%, aos 177.539,81 pontos, segundo dados preliminares, em uma sessão marcada pela forte reação dos investidores à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A queda levou a B3 a acionar o circuit breaker, mecanismo que interrompe temporariamente as negociações em momentos de oscilação acentuada. Foi a primeira paralisação do tipo desde 2020.
No pior momento do pregão, o Ibovespa chegou a cair mais de 17%, aos 169.516,43 pontos. Com a retomada das negociações, por volta das 10h48, o índice recuou 16,8%, aos 170,4 mil pontos, antes de recuperar parte das perdas até o fechamento.
Resultado eleitoral pressiona ações
Investidores vinham se posicionando para uma vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. A expectativa era de um governo mais favorável ao mercado e de melhora no cenário fiscal, especialmente depois de o candidato liderar a primeira etapa da disputa.
No domingo, 25, Lula venceu a eleição com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio. A diferença foi de 4,4 milhões de votos. O resultado frustrou as expectativas de parte do mercado e provocou uma forte correção nos preços dos ativos brasileiros.
O volume financeiro negociado na B3 chegou a R$ 109,24 bilhões antes dos ajustes finais.
