O Ministério Público do Trabalho (MPT) registrou um recorde de denúncias de assédio eleitoral nesta segunda-feira (26/10), um dia após o término das Eleições de 2026.
O Metrópoles apurou que o órgão recebeu 140 relatos sobre a conduta caracterizada pela utilização da posição de poder para constranger, ameaçar, influenciar ou manipular a liberdade do voto ou a escolha política do trabalhador.
O recorde ocorre em momento no qual surge nas redes sociais um movimento que incentiva empresários a demitir funcionários que votaram em Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito presidente da República neste domingo.
O registro do alto número de denúncias em um só dia, após o pleito, difere do que ocorreu nas Eleições de 2022, quando o pico de relatos de assédio eleitoral ocorreu entre o primeiro e o segundo turno.
O procurador Igor Gonçalves, coordenador nacional de Promoção da Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho, ressaltou à coluna que o assédio eleitoral não termina com o encerramento da votação.
