São Paulo, A delegada Maria Corsato, denunciada pela própria irmã como dona de um puff em que foram encontrados R$ 1,8 milhão em espécie, não é uma desconhecida das manchetes jornalísticas. Há alguns meses, ela havia protagonizado um conflito com a influenciadora e advogada Deolane Bezerra, presa desde meados de maio por suposto envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC). Ela nega as acusações.
A relação entre as duas consiste em uma acusação de Deolane contra Corsato, na qual a advogada afirmava que a delegada estaria a “perseguindo”, ultrapassando os limites de discrição, impessoalidade e imparcialidade exigidos pela legislação e pelos códigos de ética que regem a atuação da Polícia Civil. Corsato atuava como delgada no 27º Distrito Policial (DP), no Campo Belo, zona sul de São Paulo.
Conforme revelado pela colunista Fábia Oliveira à época, os peritos contratados por Deolane concluíram que ela seria alvo de uma suposta perseguição midiática promovida pela agente, em conduta que poderia caracterizar violação à Lei de Abuso de Autoridade.
O estudo foi elaborado a partir da análise de mais de 70 fontes produzidas entre 2022 e 2026. Entre os materiais examinados estavam entrevistas concedidas pela delegada, participações em podcasts, publicações nas redes sociais e outras manifestações públicas relacionadas ao caso.
