O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) negou um novo pedido de habeas corpus protocolado pela defesa do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu pelo feminicídio da esposa, a soldado da Polícia Militar (PM) Gisele Alves Santana.
Em decisão assinada na última sexta-feira (23/10), o relator, desembargador César Augusto Andrade de Castro, da 9ª Câmara de Direito Criminal, rejeitou os argumentos da defesa de que a prisão preventiva do réu carece de fundamentação adequada.
Os advogados do tenente-coronel sustentaram que ele possui residência fixa, ocupação lícita, cooperou com as investigações e não apresenta riscos à ordem pública ou à coleta de provas.
Ao analisar o recurso, o magistrado concluiu que a gravidade das acusações contra Geraldo Leite Rosa Neto e a necessidade de análise aprofundada impedem a constatação de ilegalidade imediata da prisão preventiva. Por isso, o pedido liminar para soltura do tenente-coronel foi indeferido.
Neto está detido no Presídio Militar Romão Gomes desde 18 de março, suspeito de assassinar a PM Gisele Alves com um tiro na cabeça. Ela foi encontrada morta, um mês antes, no apartamento do casal no Brás, na região central de São Paulo.
A defesa do tenente-coronel afirma que Gisele teria cometido suicídio. Ele responde por feminicídio e por fraude processual.
No último dia 6, Geraldo Leite Rosa Neto foi ouvido pela Justiça comum em interrogatório que durou oito horas. “Eu tô preso há 202 dias. Sem ter cometido crime nenhum, doutora.
