As campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) solicitaram providências para estender o atendimento aos eleitores no segundo turno presidencial de 25 de outubro de 2026. Os pedidos ocorreram diante das dificuldades de transporte e deslocamento registradas no dia da votação. A prorrogação depois das 17h passou, posteriormente, a ser um dos principais argumentos usados por Flávio para contestar o resultado.
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a extensão do funcionamento das seções, mas o alcance da decisão foi ajustado depois de contato com integrantes da cúpula do Judiciário eleitoral. A versão definitiva não permitiu reabrir locais onde a votação já havia sido encerrada.
O caminho da decisão durante o domingo
Conforme a apuração da Jovem Pan, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, recebeu uma solicitação por volta das 13h30. O presidente do STF, Edson Fachin, foi acionado mais tarde, às 15h46, e o tema chegou a Zanin. O ministro decidiu pela prorrogação do horário em um intervalo de aproximadamente dez minutos, segundo o relato publicado pelo portal.
Na sequência, Zanin conversou por telefone com Nunes Marques, com a participação de Fachin. O presidente do TSE explicou que a reabertura de seções concluídas era inviável. O entendimento passou a contemplar somente as seções que permaneciam abertas no momento da decisão.
