Com a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições brasileiras, o avanço da direita na América do Sul, visto nos últimos pleitos realizados no continente, foi contido. Ao todo, serão 6 países governados pela esquerda ou centro-esquerda em 2027. A direita e centro-direita governará em 7.
O Brasil, maior país da porção sul do continente, reelegeu Lula, histórica figura da esquerda, em uma campanha pautada por temas como soberania e anti-interferência norte-americana.
Ainda assim, a direita seguirá maioria em 2027, prova do impacto que o espectro político adquiriu no continente depois do retorno de Trump à Casa Branca.
Até setembro de 2025, só Argentina, Paraguai e Equador tinham governos de direita. A relação começou a mudar com os pleitos realizados a partir do fim do ano, sendo o Paraguai a única exceção recente à mudança de espectro político, permanecendo sob gestões de direita de 2015 a 2025.
Depois, vieram vitórias de Keiko Fujimori (Fuerza Popular), no Peru, Abelardo de la Espriella (Defensores de la Patria), na Colômbia. Ambas em 2026.
O movimento representou uma inversão do panorama de 11 anos atrás, quando os partidos de esquerda e centro-esquerda comandavam 8 países sul-americanos.
