Uma declaração de Flávio Bolsonaro (PL) depois do segundo turno colocou em discussão o acesso de fiscais partidários aos espaços de acompanhamento da apuração no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O senador afirmou que representantes de seu partido haviam sido retirados da sala-cofre do tribunal. A Justiça Eleitoral, porém, contestou a narrativa sobre o local e a atuação dos fiscais.
Segundo as informações apuradas pela Jovem Pan, a sala-cofre não é um ambiente de visitação de representantes partidários. O TSE informou que o acompanhamento de procedimentos eleitorais ocorre em outros espaços, entre eles a sala onde são acompanhados testes de integridade, a Sala de Totalização e a Sala dos Partidos.
Quais são os espaços de fiscalização
A sala-cofre é tratada pelo tribunal como um espaço restrito de infraestrutura tecnológica. Já os ambientes destinados aos representantes das legendas permitem acompanhar atividades específicas do processo de apuração e totalização. Essa distinção é central para avaliar a acusação, porque presença no TSE não equivale a autorização para acesso irrestrito a todas as suas instalações.
O tribunal contestou que dois representantes do PL tenham sido expulsos da sala-cofre nas condições narradas pelo candidato. A Jovem Pan também apurou dificuldades de integrantes do entorno de Flávio em detalhar o episódio e confirmar os termos apresentados publicamente.
