A derrota de Flávio Bolsonaro (PL) para Lula, neste domingo (25), provocou uma discussão reservada entre parlamentares que acompanhavam a apuração ao lado do senador. O assunto deixou de ser o resultado das urnas e passou a ser o futuro do filho mais velho de Jair Bolsonaro.
Segundo relatos feitos à coluna, uma ala dos aliados defendeu que Flávio deixasse imediatamente o Brasil e seguisse para os Estados Unidos, onde está seu irmão Eduardo Bolsonaro. O temor era de que o senador acabasse preso, diante do histórico de decisões judiciais envolvendo seu pai e o ex-deputado Daniel Silveira. Houve quem comparasse o cenário brasileiro à perseguição enfrentada por opositores na Venezuela.
A proposta dividiu os presentes. Um grupo do qual fazia parte o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) defendeu que Flávio permanecesse no país. O argumento era de que um líder político não deveria abandonar seus apoiadores, mesmo diante de uma derrota eleitoral.
A divergência também se estendeu ao discurso que seria feito naquela noite. Como a coluna mostrou, parte dos aliados defendia uma manifestação mais institucional, sem contestar a legitimidade da eleição.
Senadores eleitos fizeram ainda outro alerta: Flávio não deveria estimular manifestações que pudessem levar apoiadores às ruas e, eventualmente, resultar em novas prisões.
Prevaleceu, porém, a decisão de não reconhecer o resultado.
