Por Tiago Salazar
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pediu à Justiça o afastamento de Osmar Stabile da presidência do Corinthians. O dirigente foi denunciado por suspeita de apropriação indébita de recursos do clube utilizados para custear serviços de segurança particular.
O pedido foi apresentado pelo promotor Cassio Roberto Conserino. O MP solicita que Stabile seja impedido de exercer qualquer função no Corinthians, incluindo a participação em reuniões, negociações e decisões administrativas, enquanto o processo estiver em andamento.
Além do afastamento, a Promotoria pede que Stabile seja proibido de frequentar as dependências do Corinthians e de manter contato com testemunhas e dirigentes. O órgão também solicita que o presidente seja impedido de deixar o país sem autorização judicial ou realizar viagens nacionais com duração superior a oito dias sem a permissão da Justiça.
O Ministério Público ainda requer o bloqueio de bens de Stabile para garantir o eventual ressarcimento dos prejuízos ao Corinthians. A Promotoria pede a devolução de aproximadamente R$ 721,2 mil por danos materiais, com correção monetária e juros, além do pagamento de cerca de R$ 540,9 mil por danos morais, totalizando mais de R$ 1,2 milhão.
Na denúncia, o MP também solicita a responsabilização criminal do presidente e a apuração de possíveis irregularidades tributárias relacionadas aos pagamentos.
