A Justiça de São Paulo aceitou o pedido de recuperação extrajudicial da Ri Happy, que acumula R$ 827,4 milhões em dívidas. Na decisão, proferida na sexta-feira 23, a juíza Taina Maria Leonardo de Oliveira também concedeu proteção patrimonial de 180 dias contra cobranças de credores, para preservar as operações e viabilizar o plano de recuperação.
O grupo, dono das marcas Ri Happy e PBKids, reúne 292 lojas, entre unidades próprias e franquias, e emprega cerca de 2,6 mil funcionários. A empresa apresentou o pedido à Justiça em 18 de outubro.
A magistrada, contudo, rejeitou a unificação dos patrimônios e das dívidas das empresas do grupo, conforme recomendação do Ministério Público.
Detalhes do pedido da RiHappy
A recuperação poderá tramitar em conjunto, mas a adesão dos credores deverá ser apurada individualmente para cada companhia. A possibilidade de unificação patrimonial ainda poderá ser reavaliada após perícia.
A Ri Happy atribui a crise financeira aos efeitos da pandemia, à carga tributária, às mudanças no consumo e à concorrência de plataformas estrangeiras, como AliExpress e Shopee. Segundo a empresa, o grupo representa aproximadamente 68% do mercado brasileiro de brinquedos.
Entre os principais credores estão o fundo Carlyle, com quase R$ 100 milhões a receber, o Banco do Brasil (R$ 94 milhões), o Santander (R$ 58,5 milhões), a Mattel (R$ 54 milhões) e a Hasbro (R$ 50 milhões).
