O anúncio de Flávio Bolsonaro (PL) de que vai pedir a anulação do segundo turno das eleições encontra pouca expectativa de sucesso entre parlamentares da própria oposição. Oeste apurou, em conversas reservadas, que integrantes do grupo não enxergam espaço político e institucional para cancelar a votação de domingo, 25, e realizar uma nova disputa pelo Planalto.
Mesmo entre os que criticam a decisão de Cristiano Zanin de prorrogar o horário de votação, a avaliação é que o pedido de anulação não irá prosperar. O caminho considerado mais viável é usar as bancadas eleitas para ampliar a oposição ao novo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva e fiscalizar o Executivo.
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Flávio anunciou a contestação depois da confirmação da derrota. O senador questionou a extensão da votação até as 19h, determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal.
Presidência do Senado vira prioridade
A disputa pelo comando do Senado ocupa lugar central nessa reorganização. Os interlocutores defendem eleger um presidente comprometido com a análise dos pedidos de impeachment de ministros do STF, especialmente Alexandre de Moraes.
O objetivo é transformar a força das bancadas em capacidade de pautar esses processos. A conquista da presidência da Casa, porém, ainda depende de articulação e apoio de senadores de diferentes partidos.
