O Santos foi condenado pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) a pagar R$ 11,3 milhões ao lateral-direito Mayke. O órgão independente da CBF proferiu a decisão após o jogador deixar o clube em agosto.
Mayke alegou atrasos de pagamento e acionou a Justiça. O defensor, de 33 anos, buscou seus direitos após as partes não chegarem a um acordo amigável para a rescisão de seu contrato.
O vínculo do atleta com o Santos era válido até o final de 2027. A informação sobre a condenação foi divulgada inicialmente pela ESPN. O clube ainda tem a possibilidade de recorrer da decisão.
A defesa de Mayke alegou que a diretoria santista não cumpriu os valores acertados durante as negociações. Segundo o advogado João Henrique Chiminazzo, a situação gerou uma quebra de confiança.
“Após dias de negociação, havia um consenso sobre os valores”, comentou Chiminazzo à época. “Surpreendentemente, na hora de formalizar o acordo, o Santos apresentou uma proposta cerca de 25% inferior ao que havia sido ajustado.”
Ele acrescentou que o clube modificou condições relevantes, “afirmando tratar-se de sua oferta final”. Diante da quebra de confiança nas negociações, o ajuizamento da ação tornou-se inevitável.
Contexto da saída e visão do clube
Fora dos planos da comissão técnica, Mayke vinha treinando separadamente no CT Rei Pelé até deixar o clube. A Itatiaia apurou que, na visão do Santos, o lateral-direito foi intransigente durante as negociações pela rescisão contratual.
