A taxa de rotatividade do emprego formal no Brasil passou de 32,79% em 2024 para 33,64% em 2025, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgados em janeiro de 2026. O indicador dimensiona a movimentação no mercado de trabalho, mas não mede quanto conhecimento estratégico as empresas perdem quando profissionais deixam seus cargos.
O desafio ganha relevância diante das dificuldades de identificar e reter funcionários essenciais à operação. Um diagnóstico divulgado em 2026 pela consultoria de recrutamento EXEC, com 115 empresas, identificou que 62,3% delas não possuem um processo estruturado para reconhecer formalmente seus talentos. Além disso, 59,4% não têm clareza total sobre os motivos que levam profissionais estratégicos a pedir desligamento ou considerar propostas externas.
Rotatividade não revela o conhecimento perdido
O Brasil encerrou 2025 com 48,47 milhões de vínculos formais de emprego. Dados do Caged citados pelo Poder360 também indicam que mais de 36% dos desligamentos registrados no ano ocorreram a pedido dos trabalhadores. O percentual corresponde à participação dessas saídas no total de desligamentos, e não à proporção de empregados que deixaram seus postos.
Embora os indicadores ajudem a dimensionar a movimentação no mercado de trabalho, eles não revelam o impacto de cada saída sobre a continuidade das operações.
