Tancredo Neves não tomou posse, mas entrou para a história
Em decisão unânime, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) aprovou nesta segunda-feira (26) o acesso a documentos sigilosos sobre a morte do ex-presidente Tancredo Neves.
A ação movida pela família de Tancredo pede acesso todos os procedimentos ligados à saúde do político.
Com a nova decisão, o Conselho Federal de Medicina (CFM) e o Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF), devem liberar prontuários, relação de médicos e outros documentos relativos ao período em que Tancredo esteve no Hospital de Base, em Brasília.
Dúvida se arrasta por décadas
Tancredo Neves foi internado na véspera da posse presidencial e morreu um mês depois, em 21 de abril de 1985.
Na ocasião, a morte foi atribuída a uma infecção generalizada após o eleito ser internado no Hospital de Base com dores abdominais. Durante o período, ele passou por sete cirurgias.
Tancredo Neves durante discurso, em foto de julho de 1984
Antonio Lúcio/Estadão Conteúdo/Arquivo
A versão é questionada pela família, que aponta possibilidade de erro médico.
Para a advogada dos familiares, Juliana Porcaro, a divulgação dos dados não é apenas de interesse das pessoas próximas, mas ajuda a contar a "história de uma nação".
O g1 entrou em contato com o Conselho Federal de Medicina e com o Conselho Regional de Medicina do DF, e aguarda retorno.
Justiça Federal concede acesso a prontuário e documentos sigilosos da morte de Tancredo Neves
