Jogos de tiro são obviamente violentos, mas não assustadores: o combate é tão naturalizado, e o enredo geralmente tão simples, que a violência adquire um aspecto banal, cartunesco. Esse não é o caso de Call of Duty: Modern Warfare 4, desenvolvido pela produtora americana Infinity Ward e lançado nesta sexta-feira (23) pela Activision (que em 2022 foi comprada pela Microsoft por US$ 68,7 bilhões, no maior negócio da história da indústria de games).
CoD: MW4 começa na Coreia do Norte, dominada por um regime ditatorial que oprime sua população e resolve invadir a Coreia do Sul. Em alguns momentos, você joga como um soldado norte-coreano - que é levado, numa sequência perturbadora, a participar da execução de um civil. Você pode se recusar, mas isso não interrompe a sanha assassina do Estado, expressa de formas ainda mais sinistras: em outra cena, uma criança é convencida a entregar o próprio pai, um dissidente.
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MW4 é mais soturno que a média dos shooters. Isso se deve também à presença de um grande vilão, interpretado com maestria pelo ator dinamarquês Mads Mikkelsen. O resultado é uma campanha acima da média, que tem passagens memoráveis e está entre as melhores da franquia Call of Duty.
