O pedido de anulação das eleições presidenciais de 2026, anunciado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), dificilmente deve prosperar na Justiça. A avaliação é do jurista e colunista do Canal Rural Eduardo Diamantino, que considera improvável que a prorrogação do horário de votação no segundo turno, realizado neste domingo (25), tenha provocado alterações suficientes para comprometer o resultado das urnas.
Segundo Diamantino, para que uma eventual contestação tenha fundamento, seria necessário demonstrar que os votos registrados durante as duas horas adicionais de votação poderiam modificar o resultado final da eleição.
“Para ser factível, a alteração do horário teria que ser tão massiva que pudesse, nessas duas horas de prorrogação, ter um coeficiente que superaria todo o resultado. Acho improvável”, afirmou.
O jurista explicou que o senador poderá recorrer à Justiça Eleitoral por meio de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) ou outro instrumento jurídico cabível. No entanto, a apresentação de uma ação não significa que haverá anulação do pleito.
Entenda a decisão que prorrogou a votação
A controvérsia começou após pedidos apresentados à Justiça Eleitoral no domingo, durante o segundo turno presidencial.
