Aliados de Flávio Bolsonaro (PL) ainda buscam entender os fatores que levaram o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a ampliar sua diferença de votos em São Paulo na comparação com o primeiro turno. “Não temos resposta pronta”, resumiu um aliado próximo do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que participou ativamente da campanha do senador neste segundo turno.
No estado, Lula reduziu de 3,4 milhões para 2 milhões de votos a diferença para Flávio. Já na capital, o petista aumentou sua vantagem de 291 mil para 766 mil votos em relação ao senador. “Na região metropolitana, cidades que ganhamos, agora perdemos. E até no interior a diferença diminuiu. Vai levar uns 4 ou 5 dias para entendermos”, explicou um aliado.
Outro interlocutor da campanha de Flávio em São Paulo argumenta que o histórico de boas votações de Lula na capital acabou prevalecendo, apesar do esforço do prefeito Ricardo Nunes (MDP) em prol do candidato do PL. O mandatário mobilizou vereadores e sua base para atuar na campanha, inclusive servidores, o que levou o Ministério Público de Contas a abrir uma investigação de suposto assédio eleitoral.
“Historicamente, na capital, o PT e esquerda ganham. É uma coisa histórica. O Tarcísio ainda conseguiu um feito extraordinário, que foi vencer na capital. Mas, mesmo com todo o esforço do Ricardo, tem que considerar o histórico do Lula, que é positivo na capital”, avaliou esse aliado.
