O mercado mundial de açúcar deve registrar déficit de 3,92 milhões de toneladas na safra 2026/27, segundo estimativas apresentadas por Plínio Nastari, presidente da DATAGRO, durante a 26ª Conferência Internacional sobre Açúcar e Etanol, realizada hoje em São Paulo.
O cenário é pior do que o registrado na safra 2025/26, que deve terminar com superávit de pouco mais de 700 mil toneladas.
A perspectiva de oferta menor em importantes regiões produtoras, como a União Europeia e a América Central, e a possibilidade de aumento das importações indianas estão entre os fatores que devem influenciar o balanço global.
De acordo com Nastari, a relação entre estoques e consumo mundial pode recuar para aproximadamente 39% em 30 de setembro de 2027.
Para o ano comercial 2026/27, a DATAGRO projeta crescimento de apenas 0,1% na demanda global por açúcar, ante uma expansão anual de 2,3% observada há cerca de duas décadas.
Europa deve reduzir produção e ampliar importações
A União Europeia deve registrar uma das principais quedas de produção na próxima safra. Segundo Nastari, a fabricação de açúcar no bloco deve cair de 16,6 milhões de toneladas em 2025/26 para 12,7 milhões de toneladas em 2026/27.
A redução deve levar a Europa a importar aproximadamente 3 milhões de toneladas de açúcar do mercado internacional para complementar o abastecimento.
O cenário também é desfavorável na América Central, onde diversos países reduziram suas estimativas de produção.
