Os próximos meses deverão ser marcados por discursos de pacificação no Supremo Tribunal Federal (STF). Pelo menos essa é a impressão que a ala majoritária da Corte pretende transmitir com o encerramento da eleição presidencial. Nos bastidores, porém, os ministros já fazem planos para 2027, quando esperam encontrar condições políticas mais favoráveis para "colocar as garras de fora", disse uma fonte à coluna.
Conforme apurou Oeste, a vitória de Lula foi recebida com satisfação por integrantes do STF, que enxergam na continuidade do petista no Palácio do Planalto uma oportunidade de preservar a influência conquistada nos últimos sete anos. A avaliação é de que o resultado também dificulta uma eventual articulação política destinada a limitar os poderes da Corte ou a promover o impeachment de seus integrantes.
O entusiasmo, contudo, não apagou as preocupações deixadas pelo primeiro turno. O fortalecimento da direita no Senado, especialmente entre parlamentares críticos ao Supremo, foi recebido com atenção pelos ministros. A nova composição da Casa poderá aumentar a pressão sobre o tribunal, inclusive por meio de pedidos de impeachment. A permanência de Lula no governo é vista como um contrapeso, mas não elimina o receio de que o Senado se torne um foco de resistência à Corte.
Por isso, a eleição para a presidência do Senado, em fevereiro de 2027, tornou-se uma das principais preocupações da ala majoritária.
