O MPSP (Ministério Público de Santa Catarina) denunciou, nesta segunda-feira (26), o piloto que conduzia o balão que caiu em Praia Grande, no extremo-Sul catarinense, em junho do ano passado.
Oito pessoas morreram no acidente e outras 13 sobreviveram, incluindo o piloto. A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) informou que o piloto não possuía licença exigida para voos certificados.
Segundo o MP, o homem, que também era o sócio administrador da empresa contratada pelas vítimas, foi denunciado por homicídio culposo (em razão de negligência e de imprudência) e lesão corporal culposa.
Na denúncia, o Promotor de Justiça Ricardo Figueiredo Coelho Leal também pediu a condenação do piloto por danos morais às 12 vítimas que sobreviveram e aos sucessores das pessoas que morreram no acidente.
Em outubro de 2025, a Polícia Civil concluiu o inquérito do caso sem indiciar ninguém. No entanto, o MP decidiu seguir com as investigações e pediu uma série de apurações complementares do caso.
MP aponta negligência
Posteriormente, o MP concluiu que o piloto agiu com imprudência ao manter, dentro do balão, um equipamento diferente do fornecido pelo fabricante, destinado à produção de chama de alta temperatura e capaz de permanecer aceso sem atuação humana contínua.
