BRASIL - O que costuma ser espaço para discutir lançamentos musicais, compartilhar teorias sobre videoclipes e organizar campanhas de divulgação de artistas também virou palco de mobilização política no Brasil. Durante a disputa presidencial de 2026, comunidades de fãs de artistas nacionais e internacionais usaram as redes sociais para manifestar apoio a Luiz Inácio Lula da Silva e ampliar o alcance de mensagens relacionadas à campanha.
O movimento chamou a atenção da imprensa internacional. Em reportagem sobre o resultado das eleições e os impactos para o cinema brasileiro, a revista Variety destacou a participação de fãs de nomes como Billie Eilish, Lady Gaga, Demi Lovato, Harry Styles, Katy Perry e Selena Gomez na mobilização online.
Segundo o texto, a movimentação ganhou força após o primeiro turno, quando Lula ficou atrás de Flávio Bolsonaro na votação. A partir daí, contas dedicadas a artistas passaram a usar suas plataformas para divulgar conteúdos favoráveis ao presidente e alcançar públicos mais jovens.
De acordo com o jornal The Guardian, citado pela Variety, mais de 600 grupos de fãs brasileiros declararam apoio a Lula na reta final da campanha. A mobilização evidenciou como comunidades formadas em torno da cultura pop podem ultrapassar os limites do entretenimento e participar de discussões sobre os rumos do país.
Como os fandoms entraram na política
A participação desses grupos não surgiu do nada.
