Arqueólogos encontram impressões digitais de 2,2 mil anos deixadas em dezenas de estátuas do Exército de Terracota, na China.As obras, consideradas Patrimônio Mundial pela Unesco desde 1987 e feitas de argila, foram criadas para homenagear e proteger o primeiro imperador chinês, Qin Shi Huang, na vida após a morte.
Para os pesquisadores, as marcas encontradas pertencem aos construtores das esculturas. Até agora, a criação do conjunto era relacionada apenas a homens, mas o novo achado, publicado no Journal of Cultural Heritage em 18 de outubro, mostra o trabalho de mulheres e crianças provavelmente escravizadas.
Identificação das impressões digitais e desafios na análise
O novo estudo encontrou 79 impressões digitais nas peças, sendo 45% pertencentes a homens, 33% a mulheres e 22% a jovens e crianças menores de 15 anos, idade em que, de acordo com a legislação da dinastia Qin, a pessoa já era considerada adulta.
Identificar esses vestígios não foi um trabalho fácil para os arqueólogos, pois a maioria das elevações das pontas dos dedos de jovens, homens e mulheres é bastante semelhante.
