O Boca Juniors é o rival do Atlético-MG na grande decisão da Copa Sul-Americana. Uma situação envolvendo o clube argentino na semifinal da competição, contra o Vasco, chamou a atenção e gerou debates.
O Boca tem a Betsson, uma casa de apostas, como patrocinadora máster. No duelo contra o Vasco no Maracanã, a equipe argentina estampou a marca da bet na camisa. A ação infringiu a Medida Provisória (MP) anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 25 de setembro.
A MP em questão acabou com a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa no país. Sendo assim, as chamadas bets não podem mais fazer qualquer tipo de publicidade no país. Ainda assim, não está prevista uma punição desportiva ao Boca Juniors.
Neste cenário, surgiu a dúvida se clubes brasileiros poderiam, eventualmente, estampar marcas de bets em partidas fora do país. O Atlético-MG, por exemplo, enfrenta o Boca Juniors na decisão da Sul-Americana no Estádio Metropolitano de Barranquilla, na Colômbia.
O Palmeiras, outro time brasileiro envolvido em uma final de torneio continental, decide a Copa Libertadores da América diante do Estudiantes, no Estádio Centenario, em Montevidéu, no Uruguai.
Especialistas analisam
Marcelo Robalinho, sócio do escritório RA Law, foi questionado pela reportagem da CNN Brasil sobre a situação hipotética de um clube brasileiro fechar um patrocínio pontual com uma casa de apostas para um jogo fora do território nacional.
