O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito no domingo (25), derrotando o senador Flávio Bolsonaro (PL) e colocando os mercados financeiros à prova, com os investidores prevendo que as recentes apostas em uma mudança de governo sejam revertidas em uma semana volátil que se aproxima.
Os contratos futuros de novembro do real registravam queda de 10% durante o pregão asiático, enquanto um fundo negociado em bolsa (ETF) brasileiro listado na bolsa de Tóquio, o Nomura NF Ibovespa Link ETF, despencou 15%.
Os mercados haviam apresentado fortes oscilações em antecipação a uma guinada para a direita desde que Bolsonaro ficou inesperadamente em primeiro lugar no primeiro turno, há três semanas.
As ações fecharam na sexta-feira (23) quase 7% acima do nível registrado antes do primeiro turno, enquanto o real se valorizou quase 5% em relação ao dólar.
Os futuros de taxas de juros indicavam expectativas de que o aperto nas finanças públicas permitiria uma queda nos custos dos empréstimos.
“Esperamos uma reação acentuada do mercado na segunda-feira, com reajustes agressivos nos preços, uma onda de vendas de ativos e os futuros de taxas de juros provavelmente atingindo seu limite máximo logo após a abertura”, disse Luis Felipe Vital, chefe de estratégia macro da Warren Investimentos.
Nos próximos quatro anos, Lula deve desacelerar o crescimento da dívida brasileira, ao mesmo tempo em que protege os programas sociais e os investimentos.
