A imprensa internacional repercutiu a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste domingo, 25. A cobertura abordou o quarto mandato do petista, a virada contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) e as contestações à ampliação do horário de votação.
O jornal The New York Times afirmou que Lula conteve um movimento de direita liderado por Flávio. O jornal associou o resultado a um revés para o avanço conservador regional e classificou o desfecho como “caótico”. Também citou o risco de contestação, os problemas de transporte e as chuvas.
Por outro lado, a emissora Fox News descreveu o resultado como um obstáculo à onda conservadora no Brasil e citou possíveis questionamentos judiciais à prorrogação da votação.
Impacto na América Latina
O jornal Washington Post afirmou que o resultado “interrompe a guinada à direita na América Latina”. Já a emissora BBC registrou o quarto mandato de Lula em votação acirrada. Segundo a rede britânica, o desfecho contrariou a tendência regional de rejeição aos governantes e avanço da direita.
O Financial Times classificou o resultado como um “golpe para o plano de [Donald] Trump de aumentar a influência dos EUA na América Latina”. O diário também mencionou as pesquisas e a controvérsia sobre o tempo extra de votação.
A Associated Press avaliou que o desfecho mantém a distância política entre Brasil e Estados Unidos. A agência observou que líderes de centro-esquerda governarão Brasil e México simultaneamente.
