As taxas dos DIs, conhecidas também como juros futuros, dispararam nesta manhã de segunda-feira após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vencer o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial, surpreendendo o mercado.
Às 9h58, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 14,915%, em alta de 206 pontos-base ante o ajuste de 12,859% da sessão anterior.
Lucro da portuguesa Galp cresce 68% no 3º trimestre
Gastos de brasileiros no exterior avançam 19,3% em setembro
Itaú compra startup de IA NeoSpace por R$ 2,9 bilhões
Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 15,375%, com elevação de 263 pontos-base ante 12,745%.
Lula venceu a disputa pelo Planalto com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do senador Flávio Bolsonaro (PL). Como o mercado estava em grande parte posicionado para uma vitória de Flávio, o ajuste nesta manhã é intenso.
Na noite de domingo, profissionais consultados pela Reuters já haviam projetado um forte avanço das taxas dos DIs, em especial nos contratos com prazos mais longos, que refletem mais diretamente a perspectiva para a política fiscal.
No dia seguinte ao primeiro turno, quando Flávio ficou à frente de Lula, a taxa do DI para janeiro de 2035 chegou a ceder mais de 130 pontos-base, em meio à euforia do mercado com a possibilidade de o senador vencer a disputa.
