O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reeleito neste domingo (25) para assumir mais uma vez o comando do Executivo no Brasil, ampliou as críticas contra empresas de tecnologia. O político citou o setor durante o primeiro discurso após a confirmação da vitória nas eleições.
Em uma fala ao lado de apoiadores e integrantes da campanha, Lula criticou uma possível interferência de plataformas digitais durante o pleito, reafirmando também uma promessa da gestão anterior de trabalhar pela regulação desses serviços.
“Foi uma eleição em que a gente teve que vencer a intromissão vinda de fora para dentro, através de plataformas digitais. E nós vamos ter que regulá-las”, afirmou o presidente.
O projeto de regular redes sociais já é um desejo antigo de Lula, mas que depende do apoio de um poder Legislativo que é de maior oposição no próximo mandato. Ainda assim, ele deve ampliar a pressão sobre companhias em áreas como fiscalização ou moderação e cobranças de impostos.
“Não é possível que a gente não tenha consciência que o crime no mundo digital tem que ser tratado igual ao crime na vida real. Nós não podemos ter empresas monstruosas de grandes ganhando milhões e bilhões, não pagando nenhum imposto para esse país e tentando direcionar o resultado eleitoral”, discursou.
