Nos últimos dias de campanha antes das eleições de terça-feira (27), o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, publicou uma série de mensagens alarmistas que apelam ao medo e provocaram críticas, além de preocupações econômicas.
Neste domingo (25), Netanyahu publicou nas redes sociais uma imagem gerada por inteligência artificial (IA) que mostra uma bomba atômica caindo sobre Tel Aviv. Na publicação, ele alertou que um Irã nuclear representa uma “ameaça existencial real e tangível” para Israel.
Netanyahu citou o comentarista de direita Yuval Bloomberg, que questionou, de forma retórica e dramática: “Se duas bombas atômicas caírem no centro do país, quem vai se importar com todas essas tempestades falsas?”.
A mensagem contradiz declarações do próprio Netanyahu ao fim da guerra de 12 dias contra o Irã, em junho de 2025. Na ocasião, ele afirmou que Israel havia “eliminado” a ameaça existencial representada pelas armas nucleares e pelos mísseis balísticos iranianos, em uma vitória que “perdurará por gerações”. Em março de 2026, durante a ofensiva conjunta de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã, ele declarou que o país já “não pode mais ameaçar nossa existência”.
O principal adversário de Netanyahu, Gadi Eisenkot, presidente do partido Yashar, condenou a publicação sobre a ameaça nuclear, classificando-a como “mais um vídeo para assustar”.
