O Brasil registrou deficit de US$ 5,1 bilhões em transações correntes em setembro de 2026. O resultado é 42% menor ante o mesmo período de 2025, quando o saldo negativo foi de US$ 8,8 bilhões. Os dados foram divulgados nesta 2ª feira (26.out.2026) pelo Banco Central, na Nota de Estatísticas do Setor Externo.
No acumulado em 12 meses, o deficit ficou em US$ 60,0 bilhões, o equivalente a 2,33% do PIB. Eis a evolução:
setembro de 2025: US$ 78,4 bilhões (3,57% do PIB);
agosto de 2026: US$ 63,7 bilhões (2,50% do PIB);
setembro de 2026: US$ 60,0 bilhões (2,33% do PIB).
Em relação a agosto, a queda foi de 0,17 ponto percentual (p.p.) do PIB. Na comparação com setembro de 2025, foi de 1,24 p.p.
BALANÇA COMERCIAL
O superavit na balança de bens foi de US$ 6,9 bilhões em setembro, contra US$ 2,5 bilhões no mesmo mês de 2025. A alta é de 176%, ou US$ 4,4 bilhões.
exportações: US$ 34,6 bilhões, alta de 12,9% na comparação anual;
importações: US$ 27,7 bilhões, queda de 1,7%.
SERVIÇOS E RENDA PRIMÁRIA
O deficit na conta de serviços subiu de US$ 4,8 bilhões em setembro de 2025 para US$ 5,2 bilhões em setembro de 2026. Segundo o BC, as principais contas foram:
transportes: deficit de US$ 1,6 bilhão (+19,4%);
propriedade intelectual: deficit de US$ 1,4 bilhão (+8,5%);
viagens internacionais: despesa líquida de US$ 1,4 bilhão (+27,7%);
aluguel de equipamentos: deficit de US$ 1,2 bilhão (+28,1%);
telecomunicação, computação e informações: deficit de US$ 0,6 bilhão (-17,6%).
