As urnas falaram. Agora precisamos ouvir o Brasil. Ao presidente Lula. reeleito neste domingo, desejo todas as bênçãos do céu: saúde, equilíbrio, coragem e humildade. Sobretudo, sabedoria para compreender que a vitória pertence aos seus eleitores, mas a responsabilidade alcança todos os brasileiros. Inclusive aqueles que escolheram o outro candidato.
A campanha terminou. A fila do hospital continua. O medo de sair à rua também. A prestação vence amanhã, indiferente ao discurso de ontem. É contra esses adversários que o vencedor precisa disputar sua eleição mais importante. Ganhar do concorrente abre o gabinete. Ganhar dos problemas melhora a vida.
Na saúde, queremos atendimento que chegue antes do agravamento da doença. Consulta, exame, diagnóstico e tratamento precisam conversar entre si. Fortalecer o SUS exige gestão, profissionais valorizados, prevenção e fiscalização. Dinheiro desviado da saúde rouba tempo de quem espera. E tempo, nessa fila, pode significar a própria vida.
Na segurança, precisamos devolver as ruas às famílias e retirar das facções o comando dos territórios. Combater o narcotráfico exige inteligência, investigação financeira, fronteiras vigiadas e cooperação internacional. Na Amazônia, isso inclui rios, pistas clandestinas e comunidades abandonadas. O Estado precisa chegar com escola, trabalho e autoridade permanente.
Com nossos vizinhos, estabeleçamos uma convivência adulta. Respeito à soberania, defesa da democracia e colaboração contra o crime.
