Em um verdadeiro terremoto no mercado financeiro, um dia depois da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o dólar operava em fortíssima alta frente ao dólar na manhã desta segunda-feira, 26, superando a marca de R$ 5,60, o que reflete a desvalorização da moeda brasileira e o pânico entre os investidores com o quarto mandato do petista no Palácio do Planalto.
O Ibovespa Futuro, por sua vez, um contrato derivativo negociado na Bolsa de Valores do Brasil (B3) que reflete a expectativa dos investidores para o valor do principal índice da bolsa brasileira em uma data futura, tombava quase 20%, em um prenúncio de que o primeiro pregão da semana deve ser marcado por fortes perdas.
Por volta das 9h40 (pelo horário de Brasília), pouco depois da abertura da sessão, o dólar disparava 12,25% e era negociado a R$ 5,604.
Com isso, a moeda norte-americana bateu o nível máximo de trava de negociação da B3. A chamada “trava” do câmbio é uma operação usada para fixar a taxa de câmbio de uma transação futura e funciona como uma espécie de “congelamento” da taxa.
Na última sessão da semana passada, na sexta-feira 24, antes do segundo turno da eleição, o dólar terminou o dia em queda de 0,9% frente ao real, cotado a R$ 4,993.
