Como as eleições mexem com a Bolsa e o dólar
Antes mesmo de os brasileiros irem às urnas no último domingo (25), as eleições já estavam no radar dos mercados. Desde o começo do ano, foram vários os momentos de altas e baixas no dólar, na bolsa e nas taxas de juros, associados a falas de candidatos e pesquisas eleitorais.
As movimentações refletem as apostas do mercado sobre os rumos da economia no próximo governo. Não à toa, a virada do presidente Lula (PT) no 2º turno já trouxe um forte impacto para os mercados financeiros nesta segunda-feira (26).
Acompanhe as cotações do dólar e do Ibovespa nesta segunda-feira.
Isso porque, além de Flávio Bolsonaro (PL) ter saído na frente no 1º turno das eleições, a grande maioria das pesquisas eleitorais divulgadas nas últimas semanas também apontava vantagem do candidato do PL no 2º turno.
Assim, a reeleição do petista surpreendeu parte dos investidores, que agora recalibram suas apostas e avaliam os possíveis efeitos do novo mandato sobre juros, câmbio, Bolsa e contas públicas.
Oscilações de mercado.
Jornal Nacional/ Reprodução
“Os preços refletem expectativas sobre crescimento, inflação, juros e, no Brasil, sobretudo a trajetória fiscal”, explica o chefe de investimentos do ASA, Rogerio Freitas.
Por que as eleições mexem com dólar, bolsa e juros?
O mercado costuma sofrer grandes oscilações em momentos como esse porque tenta antecipar os efeitos que as propostas e a vitória de determinado candidato podem ter sobre a economia.
Por que as eleições mexem tanto com dólar e bolsa? Entenda o que o mercado tenta antecipar
