Uma combinação experimental de dois medicamentos melhorou os movimentos de camundongos com alterações semelhantes às da doença de Parkinson.
A estratégia reproduz alguns efeitos do ar rarefeito das montanhas ao reduzir a quantidade de oxigênio que chega aos tecidos, inclusive ao cérebro. Os resultados foram publicados em nove de outubro na revista científica PNAS.
O tratamento começou quando os animais já apresentavam dificuldades motoras. Após receberem os compostos, eles passaram a descer mais rapidamente por uma haste e conseguiram permanecer agarrados à tampa de uma gaiola por mais tempo, dois testes utilizados para avaliar os movimentos.
Por que reduzir o oxigênio
A proposta parte de um desequilíbrio associado ao funcionamento das mitocôndrias, estruturas que utilizam oxigênio para produzir energia nas células. Quando elas não trabalham adequadamente, a oferta de oxigênio pode superar a capacidade de utilização, favorecendo danos aos tecidos.
No Parkinson, o acúmulo da proteína alfa-sinucleína pode prejudicar as mitocôndrias. A equipe investigou, então, uma maneira de diminuir a entrega de oxigênio para aproximá-la da quantidade que as células conseguem consumir. A combinação reúne duas substâncias com funções complementares:
