O quarto mandato de Lula é a consagração de uma tragédia brasileira: a insistência quase patológica em entregar o futuro a quem já teve décadas para construí-lo.
Uma esquerda intelectualmente falida, economicamente irresponsável e moralmente convencida de sua própria superioridade. As contas públicas estão em frangalhos, o Estado devora recursos, a dívida cresce e o governo continua tratando o dinheiro do contribuinte como patrimônio particular de sua fantasia ideológica.
O Brasil não elegeu um projeto de futuro. Reelegeu um passado que se recusa a morrer.
O mais obsceno é a exploração política da miséria. Transformaram a pobreza em capital eleitoral e a dependência em método de governo. Não querem um brasileiro independente, próspero e capaz de dispensar favores. Querem um país eternamente agradecido pelas migalhas que recebe depois de ter sido sufocado por impostos, burocracia e incompetência.
A esquerda brasileira aperfeiçoou uma perversidade extraordinária: apresenta-se como solução para problemas que ajudou a perpetuar. E ainda exige aplausos pela própria mediocridade.
O que me revolta não é apenas o retrocesso econômico. É a falência da imaginação nacional. Um país de dimensões continentais, riquezas extraordinárias e milhões de pessoas trabalhadoras condenado a mais quatro anos de um projeto político envelhecido, arrogante e incapaz de oferecer algo além de ressentimento, assistencialismo e propaganda.
Lula não representa o amanhã.
