A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, neste domingo, 25, coloca a relação com os Estados Unidos, a disputa internacional por minerais críticos e a integração sul-americana entre os principais desafios da política externa brasileira nos próximos quatro anos.
O novo mandato deve preservar a estratégia de aproximação com países do Sul Global e de fortalecimento do Brics. O governo, no entanto, terá de administrar a pressão comercial e geopolítica do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e transformar a atuação diplomática em resultados econômicos concretos.
Uma das tarefas mais imediatas será avançar nas negociações para reduzir as tarifas impostas por Washington a produtos brasileiros. Desde julho, parte das exportações nacionais enfrenta sobretaxas de até 37,5%, o que prejudica a competitividade de empresas brasileiras no mercado norte-americano.
Lula também precisará equilibrar as relações com China e Estados Unidos em meio à disputa pelo controle de cadeias produtivas estratégicas, sobretudo as de minerais críticos e terras raras.
O Brasil tem reservas expressivas desses recursos, usados na fabricação de veículos elétricos, turbinas eólicas, equipamentos militares e tecnologias avançadas. Apesar do potencial geológico, o país ainda tem capacidade limitada de separação, refino e produção de componentes industriais, etapas de maior valor agregado.
Em setembro, o governo sancionou a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.
