O dia seguinte à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que contrariou a maioria das projeções e derrotou o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da disputa pelo Palácio do Planalto, deve ser marcado por um verdadeiro “terremoto” no mercado financeiro.
Já na madrugada desta segunda-feira, 26, horas depois da confirmação da vitória de Lula, o real registrava uma forte queda de cerca de 10% frente ao dólar no mercado futuro da CME, em Chicago (Estados Unidos), a maior bolsa de derivativos (futuros e opções) do mundo.
Por volta das 3h40 (pelo horário de Brasília), o contrato com vencimento em novembro de 2026 tombava 10,09%, o que pode, em tese, levar o dólar para a faixa de R$ 5,56 na sessão desta segunda-feira. Já o contrato com vencimento em dezembro de 2026 recuava 9,79%.
Na sexta-feira 24, o Citi divulgou um relatório feito a partir da avaliação de mais de 70 gestores de fundos de ações multimercado. Em caso de vitória de Lula, o que acabou se confirmando nas urnas, cerca de 80% dos entrevistados projetavam uma queda superior a 5% no Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), no pregão desta segunda.
Outros 7% estimavam uma desvalorização entre 1% e 5%, enquanto 3% esperavam recuo de 1% a 5% no primeiro pregão da semana.
Ainda de acordo com o levantamento do Citi, 63% indicavam uma possível desvalorização do real acima de 5% frente ao dólar.
