A corretora de criptomoedas Brasil Bitcoin, que hoje possui cerca de 650 mil clientes, passou a figurar no centro de uma disputa societária. O empresário Erick Crus acusa os outros dois sócios, Jorge de Almeida Alves e Marco Vinicius Castellari, de desvio patrimonial, operações financeiras relacionadas a plataformas de apostas irregulares e falhas nos controles de prevenção à lavagem de dinheiro.
Jorge e Marco Vinicius, responsáveis pela administração da Brasil Bitcoin desde fevereiro de 2026, criaram uma empresa de criptomoedas paralela, a Brasil 8, ao lado de Hugo Benício das Neves, que atuava na área comercial da corretora original. A nova companhia tem o mesmo objeto empresarial, funciona no endereço usado pela operação e passou a ser titular, em 30 de setembro, do domínio brasilbitcoin.com.br. Fundador e dono de 40% da empresa original, Erick Carlos Castilho Crus ficou de fora da nova composição societária.
Nessa sexta-feira (23/10), a 1ª Câmara Reservada de Direito Empresarial do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) concedeu liminar para interromper a transferência de ativos, clientes e estrutura da Brasil Bitcoin para a empresa paralela Brasil 8. O desembargador Rui Cascaldi registrou que as condutas realizadas em outubro de 2026 caracterizam esvaziamento patrimonial.
