Ao ser reeleito nesse domingo (25/10), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alcançou uma sucessão de marcos históricos na política brasileira. Com a vitória sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL), por 51,79% a 48,21% dos votos válidos, o petista enfileira recordes. Entre eles, o feito mais expressivo da apuração, que é a inédita virada registrada entre a primeira e a segunda rodadas das eleições.
Pela primeira vez desde a instituição do segundo turno na história recente do Brasil, um candidato que terminou o primeiro turno em desvantagem conseguiu reverter o placar: após ficar 1,87 ponto percentual atrás em 4/10, Lula conquistou cerca de 10,3 milhões de eleitores na etapa decisiva, garantindo uma vantagem final de 4,4 milhões de votos sobre Flávio.
Em termos absolutos, o presidente cravou um novo recorde ao alcançar 64.256.232 votos com 100% das urnas apuradas, superando sua própria marca fixada no pleito de 2022.
Ao impor uma derrota ao senador Flávio Bolsonaro, que obteve 59.826.041 votos, Lula dobrou a margem de vantagem em relação à eleição em que venceu Jair Bolsonaro, ampliando a distância de 1,8 ponto percentual obtida no ciclo anterior para 3,5 pontos no cenário atual.
Com o triunfo, Lula consagra-se como o único político brasileiro eleito quatro vezes pelo voto direto para a Presidência da República.
