Milhares de terremotos ocorrem diariamente ao redor do mundo, embora a imensa maioria seja leve e imperceptível para os seres humanos. A maior parte desses abalos, cerca de 80%, concentra-se no “Anel de Fogo“, ao longo da costa do Oceano Pacífico, onde gigantescas placas tectônicas colidem ou deslizam entre si.
Quando o atrito impede o movimento gradual das rochas, uma pressão colossal se acumula até ser liberada bruscamente na forma de ondas sísmicas que se propagam por centenas de quilômetros.
Mas, de vez em quando, um grande terremoto ocorre, como o recente tremor de magnitude 7,8 que atingiu a Síria e o sul da Turquia em 6 de fevereiro de 2023 ou o de Marrocos com 6,8, em setembro de 2024, considerado por cientistas um dos mais mortais desta década.
O comportamento do tremor varia conforme a estrutura geológica: nas “falhas normais“, o solo se desloca verticalmente, enquanto nas “falhas de deslizamento”, como a famosa Falha de San Andreas, na Califórnia, os blocos roçam horizontalmente.
Cientistas classificam a força dos sismos por escalas de magnitude, definindo abalos de 3 a 4,9 como leves e eventos acima de 8 como intensos, o maior já registrado na história ocorreu em Valdívia, no Chile, em 1960, com magnitude 9,5, deixando mais de 1,6 mil mortos e gerando tsunamis pelo Pacífico.
