Resumo
Roteadores com chips da Broadcom podem ser hackeados via Wi-Fi por falha desde 2010.
A vulnerabilidade, chamada WPSplinter, permite invasão e sequestro de dados de rede sem necessidade de senha Wi-Fi ou pareamento via WPS.
Cerca de 1,5 milhões de roteadores na Bélgica e modelos de operadoras e fabricantes ao redor do mundo, incluindo TP-Link, Nokia e Cisco, ainda estariam desatualizados e vulneráveis.
Um estudo encontrou uma vulnerabilidade antiga em roteadores com chips da Broadcom que facilitaria a invasão e o sequestro de dados de rede por meio de uma simples conexão Wi-Fi. A falha, chamada WPSplinter, estaria presente nos dispositivos desde 2010 - portanto, há 16 anos.
A vulnerabilidade foi revelada pelo pesquisador Quentin Kaiser durante uma conferência em Paris em 16 de outubro. O estudo aponta ainda que a invasão não precisa nem mesmo da senha do Wi-Fi atacado, e tampouco do pareamento via WPS: basta estar no raio de alcance da rede.
A Broadcom teria feito uma correção em 2018, que não chegou para todos os chips embarcados em dispositivos já comercializados. Segundo o site TechSpot, o erro não chegou a ser classificado como um tipo de CVE (Vulnerabilidades e Exposições Comuns, em português), dificultando o ajuste nos últimos anos.
Como ocorre a vulnerabilidade?
O estudo de Kaiser destaca que o problema não está no WPS disponível nos roteadores, e sim no código utilizado pela Broadcom em seus chips.
