Todos nós, em algum momento, já paramos para perceber o avanço da nossa própria idade. Tudo o que foi vivido sempre entra em conflito com o tempo que ainda teremos para viver. Esse questionamento mental e social pode levar a diferentes questionamentos sobre amores, família, trabalho, a proximidade da morte e o sentido da vida.
Mas um filósofo encontrou motivos para manter a chama acesa mesmo no alto de sua idade centenária. Edgar Morin encontrou na curiosidade pela vida os motivos mais importantes para manter sua paixão por projetos, objetivos e pela contemplação ao mundo. A existência de dúvidas, ambição e vínculos afetivos o motivava diariamente mesmo durante a velhice.
Nascido em 8 de julho de 1921, em Paris, participou da Resistência Francesa durante a ocupação nazista na Segunda Guerra Mundial. A situação significou para ele uma passagem pessoal, partindo dos conceitos de sobrevivência para encontrar a disposição necessária para se arriscar por causas coletivas. Dali surgiu seus primeiros sentimentos de fraternidades e de esperança para construção de uma sociedade mais igualitária.
Se tornou um dos pensadores franceses mais populares ao unir conceitos de sociologia, filosofia, política, antropologia e ciências naturais. Sua trajetória intelectual durou cerca de oito décadas, onde desenvolveu o pensamento da complexidade e da conexão humana, por meio de sua série literária “O Método”.
