Reeleito para seu quarto mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá como ponto de partida na infraestrutura a continuidade do Novo PAC e a continuidade da carteira de concessões preparada por seu governo. O programa promete manter o ritmo dos leilões de rodovias, transmissão de energia e acelerar as ferrovias, combinando obras públicas, investimentos privados e renegociação de contratos.
O Ministério dos Transportes apresentou 11 leilões rodoviários para 2027, sendo nove novas concessões e duas otimizações de contratos existentes. A carteira cobre cerca de 4,5 mil quilômetros em oito estados e prevê R$ 54,9 bilhões em obras e R$ 47,8 bilhões em despesas de operação ao longo dos contratos.
Os leilões estão previstos entre junho e dezembro. Entre os projetos estão as rotas do Açu, entre Minas Gerais e Rio de Janeiro, e Portuária Itaqui, no Maranhão, além de três lotes em Santa Catarina. O cronograma é referencial e pode mudar durante a estruturação dos projetos.
Para as ferrovias, a carteira governamental de 2027 reúne 18 projetos, estimados em R$ 160 bilhões. O conjunto inclui concessões, chamamentos para autorizações e oferta permanente de trechos e terminais ociosos. A execução dependerá da conclusão dos estudos, da modelagem e da atração de investidores.
O programa de Lula também prevê investimentos em aeroportos regionais, incentivos a novas rotas aéreas e continuidade dos arrendamentos portuários e das concessões de manutenção de canais de acesso.
