Políticos que integraram a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmam que a derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já era esperada antes mesmo da prorrogação do horário de votação neste domingo (25/10). Entre eles, a avaliação é de que o resultado é atribuído ao excesso de confiança e aos erros da campanha.
Flávio se recusou a reconhecer a vitória de Lula e atribuiu a contestação à decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de estender a votação até as 19h. Alegou que a prorrogação provocou uma desigualdade entre eleitores de diferentes estados.
“Nós vamos usar o nosso direito, vamos pedir a anulação dessas eleições. Não vou aceitar que a regra do jogo seja mudada no meio do jogo, mais uma vez pelos amigos do Lula”, declarou após a divulgação do resultado.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, afirmou, porém, que a extensão do horário não comprometeu a apuração. Embora tenha relatado dificuldades técnicas, disse que a equipe conseguiu contorná-las. “Volto a dizer: não houve nenhuma alteração advinda da decisão judicial”, afirmou.
O ministro, que foi indicado ao STF pelo pai de Flávio Bolsonaro, o ex-presidente Jair Bolsonaro, confirmou a vitória de Lula e disse ter telefonado aos dois candidatos para comunicar o resultado.
