Um estudo apontou um aumento de 83% na taxa de incidência de AVC (Acidente Vascular Cerebral, popularmente chamado de derrame cerebral) em adultos jovens, de 20 a 54 anos nos Estados Unidos. Com números que passaram de 33,9 casos por 100 mil pessoas em 1993 e 1994 para 62,18 em 2020.
A análise “Incidência de AVC em jovens, taxas de mortalidade em 30 dias e fatores de risco ao longo do tempo em um estudo populacional”, divulgada na revista científica Neurology, em setembro de 2026, coloca em discussão que a incidência de AVC em adultos jovens está aumentando ao longo do tempo, enquanto a taxa de letalidade simultaneamente diminui. Os resultados coincidem com um aumento tanto nos fatores de risco vascular tradicionais quanto no uso de substâncias.
Um especialista explica que parte desse cenário está relacionada à presença cada vez mais precoce de fatores de risco cardiovasculares, como hipertensão arterial, obesidade, diabetes, sedentarismo e alterações do colesterol.
O neurocirurgião e especialista em doenças cerebrovasculares Victor Hugo Espíndola aponta que o AVC, tradicionalmente associado ao envelhecimento, tem se tornado uma preocupação cada vez maior entre adultos jovens, e parte disso se deve a falta de prevenção a esses cuidados.
“O grande problema é que muitos jovens não se consideram vulneráveis a doenças cerebrovasculares e acabam negligenciando os cuidados preventivos.
