Belo Horizonte - O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), não terá um aliado próximo no Palácio do Planalto e terá de construir uma relação com o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O apoio de Cleitinho a Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial pode tornar mais difícil a negociação de um alívio para a dívida de Minas Gerais com a União, o que é um dos grandes objetivos de Cleitinho.
O governador eleito havia recebido do candidato do PL o compromisso de buscar uma solução para o endividamento estadual, mas, com a vitória de Lula (PT), terá de retomar o diálogo com um governo que já defendeu não haver nova saída para o problema para além do Propag (Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados).
Cleitinho não fez uma campanha intensa por Flávio, mas declarou apoio ao senador e chegou a dividir palanque com ele. A aproximação ocorreu mesmo depois de Lula aconselhar o mineiro a não se envolver diretamente na disputa presidencial.
“Tenho certeza de que o Cleitinho é esperto. Ele não precisa me apoiar, ele só tem a ganhar no final das eleições”, afirmou Lula durante um ato de campanha em Juiz de Fora, em referência à possibilidade de o governador eleito manter distância da disputa.
Promessa de Flávio
Cleitinho declarou apoio a Flávio e afirmou que o candidato assumiu o compromisso de ajudar Minas a renegociar a dívida com a União, estimada em cerca de R$ 180 bilhões.
