A coordenadora de comércio exterior Alice Batista, de Campinas, interior de São Paulo, viu sua rotina mudar radicalmente aos 32 anos, quando fortes dores na lombar começaram a limitar seus movimentos.
Durante 13 anos, a convivência diária com o desconforto na coluna transformou tarefas simples, como sentar, caminhar ou dormir, em obstáculos quase impossíveis de ultrapassar. Nas crises mais severas, ela dependia do apoio constante da família até para se alimentar ou ir ao banheiro.
Casada e mãe de dois filhos, Alice, hoje com 45 anos, recorreu a diversas alternativas não invasivas na tentativa de conter a evolução do problema. Procedimentos como fisioterapia contínua, acupuntura e infiltrações ofereciam apenas alívio temporário, que durava poucas horas ou dias.
“A dor foi me moldando. Fui adaptando a forma de andar, me movimentar, pensar e viver. Os momentos mais difíceis aconteciam nas crises. Na primeira delas, meus filhos tinham apenas dois anos. Eu não via mais um futuro em que não fosse um fardo para os outros e para mim mesma”, relata.
A alteração na mecânica do corpo acabou impactando também a saúde emocional e metabólica da paulista. Com o avanço do desgaste estrutural na coluna e o esgotamento dos efeitos das medicações para dor, a intervenção cirúrgica passou a ser avaliada como a alternativa necessária para restaurar a funcionalidade.
Artrodese e a recuperação da função
Em novembro de 2024, Alice passou pela cirurgia de artrodese lombar.
