Em 1847, o barco de Sir. John Franklin e os 128 marinheiros da embarcação desapareceram misteriosamente na Passagem do Noroeste, que se estende da Groenlândia até o estado norte-americano do Alasca. As expedições de busca, contudo, criaram mapas que ajudaram outros navegadores a desafiarem a rota, destacando o navegador norueguês Roald Amundsen, que a completou em agosto de 1905.
Agora imagine o que representou quando, em 21 de setembro de 2025, a velejadora Tamara Klink concluiu aquela que até hoje é considerada uma das rotas mais difíceis do Ártico aos 28 anos. Tornando-se a primeira latino-americana e a mulher mais jovem a cruzar sozinha a Passagem do Noroeste.
“A Passagem do Noroeste mudou muito ao longo do tempo e já foi possível fazer essa travessia caminhando pelo mar congelado. Depois, somente grandes barcos com quebra-gelo foram se aventurando em viagens muito difíceis. Hoje, com o aquecimento global e a redução do gelo marinho, consegui fazer essa jornada com um pequeno veleiro, um exemplo real dessa grande mudança no planeta”, conta.
Tamara Klink estará em Brasília, em mais uma edição do Metrópoles Talks, para compartilhar os aprendizados no encontro “Travessias pessoais: Desafios, coragem e o que aprendi sozinha no mar gelado”.
